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Mulher o Suficiente


09/12/2006 Mulher o Suficiente


A vontade é de escrever, escolhendo as palavras, tentando atingir uma possibilidade de comunicação além do humano...Boca, olhos, ouvidos...  antenas a captar sentimentos e sensações! O mergulho existencial!   Quando não se está em lugar algum, a sensação primeira de ocupação física no mundo nos leva à mãe, ao útero...  Estamos contidas... acompanhadas...A certeza de que vida gera vida... que sensações dela são nossas e as nossas são sentidas por ela... A integração total ! Então, ser mulher é ser terra,  portar o mistério no ventre e nas vísceras. Tantos já pensaram – registraram – teorias do conhecimento, filosofia, psicologia, antropologia, sociologia, nada há por descobrir.  Contudo, o grande risco, a ousadia,  dizer de forma simples e única, como digital – código único universal, esse é o meu olhar – feminino –  redondo e em espiral ! A poesia! Não sair do corpo – ser mulher mais que pessoa – na tentativa de harmonizar todos os sentidos – também pensar sentindo ou sentindo o pensar. E a força?  De onde vem isso? Como a mulher tem essa potência incomensurável e inexplicável e muitas vezes nem sabe?   Todas têm? É uma questão de gênero?  Acho que sim,  e o motivo da escrita se justifica por, dar conta a todas de que a responsabilidade é grande ( quando se descobre o achado ), a sensação de inteireza e a dimensão do prazer de estar viva – os limites tênues entre dor e prazer – sentimentos trabalhados há milênios – o quanto temos de nossas ancestrais e o quanto deixaremos para nossas gerações futuras – mulheres completas – belas no sentido profundo da “beleza” – como obras de arte!   A obra interagindo com o criador!  A poesia parida das entranhas da humanidade! Capa por Selma Motta Escrito por Vera Lúcia da Motta às 22h38[(4) Vários Comentários] [envie esta mensagem] [link]



Escrito por Vera Lúcia da Motta às 23h52
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Escrito por Vera Lúcia da Motta às 23h52
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Desde há muito tenho estudado e sou motivada por Michel Serres a abraçar  " O Contrato Natural" que é a alternativa de sobrevivência da raça humana. Temos a PEC - Projeto de Emenda Constitucional pronta e os Verdes do Brasil já abraçaram o compromisso de que a natureza (meio ambiente é sujeito de direito em todas as relações contratuais. Não mais objeto, teremos a oportunidade de continuar nossa vida no planeta. Assim seja!

src="http://planetasustentavel.abril.com.br/controles/selo/html/selo.js?v=2.1">

 



Escrito por Vera Lúcia da Motta às 00h03
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Irmãos Coragem

Nome de novela

Irmãos selvagens

Apurando suas imagens

Busca de quem ele e quem são elas

Flechas, pedras, agulhas, farpas

Som incompatível  de harpa

Como se os anjos dissessem amém

 

O que o pai e a mãe desses irmãos viveram além

Talvez ela tenha engolido sapos e elefantes

Ele clamou para que ela fosse elegante

E ela só foi – quando ele se foi

 

Fragmentos de meninos e meninas:

Ela é maior que ele – contudo uma hora ele dispara

E quando ele, maior disser pára

Talvez ela pare e com o andar da vida ele encolherá!

“domingo – pé de caximbo”

 12 de Agosto de 2.007



Escrito por Vera Lúcia da Motta às 23h10
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Escrituras perdidas

Registros soltos – chegadas e partidas

Não sou estação de trem

Não me pareço com rodoviária

Não sou nem suporto – porto e aeroporto

 

Tudo com hora marcada

Meus escritos são soltos

Não os acumulo para nada

 

Jorro sim feito água

Não há comporta nem represa

 

Devo olhar para o planeta

Talvez com conta gotas

Regular minhas paradas

Registro talvez um rio

Talvez uma estrada rumo ao sul

Vou para a Patagônia

Sem vergonha ou agonia

Escrever uma prosa ou poesia

Rumo a um resumo: para que livro

Tudo que é meu é tão batido!

 

Vera Motta



Escrito por Vera Lúcia da Motta às 23h08
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Não me recuso a tocar em nada

Topo até tocar a mão em fogo

Em casa de marimbondo

Não me recuso a me machucar

Contudo eu preciso acreditar

Ter certeza de uma verdade e nela confiar

Não dá pra enfiar a mão numa cumbuca

Só por curiosidade – não vale a pena

Então melhor me preservar

Ficar parada

A espera de nada

É mais difícil que andar

Acho até que o movimento depende

De um acreditar que se chegará

Em algum lugar ...

 

Talvez eu não tenha pra onde ir

Acreditar em que?

Em quem?

Pra que?

 

Vera

 

( sonhos e quereres )



Escrito por Vera Lúcia da Motta às 00h44
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Lá vou eu que lavou a alma

Lá vou eu que lavou com sangue

Lá vou eu que lavou a alma com sangue e chão

Lá vou eu que lavou a roupa suja

La vou eu que lavou o que seria de lavar

Lá vou eu que lavou até o que não tinha nada para lavar

Bom, bom, bom...

É um jeito de pausar o pensamento

Para decidir para onde essa lavação leva o que estava na alma

Porque tem que ser com sangue e chão

A roupa suja pode não estar suja e lavar envolve água

Parar de lavar e lá vou eu -  lavou tanto

A pegar de volta a água que limpou a alma que tinha sangue e terra

Que tinha vida para viver...

Que tinha tempo para escoar

Depois de tanta assepsia o gosto da água mudou

O gosto do sangue na boca

O corpo rasgado pelas marcas da alma que escapou

Lá vou eu que lavou tudo que nem o corpo escapou

Frio e quieto feito pedra - horizontalmente velado

Lá vou eu para o céu ou inferno que Deus o Diabo levou!



Escrito por Vera Lúcia da Motta às 02h39
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Você aparece no meu sonho

Cheio de si como meu dono

E com o recado do "Cão chupando manga"

Não posso ser sua advogada feroz -  vê se não se zanga

Afinal não poderia ser pela vida inteira

E mais pela morte inteira!

A coisa de ser meu em outra vida se houvesse

Não rolou como você queria

Então não venha me dizer nada

Vá se encostar em outra parada

Minha obrigação e meu amor

De amigo até depois da morte

Chegou agora sem sorte

Vou ficar quieta - morto não dá procuração

E você não cuidou de deixar o codicilo

Assim sua nada sou!

Vera Motta - 27/10/2012



Escrito por Vera Lúcia da Motta às 01h15
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Era uma vez um menino de quatorze anos, que vivia na roça e que até então não tinha usado sapatos. Usava uma alpargatas (uma sapatilha de pano e de corda que o povo da roça usava). Ele estava ficando mocinho e disse para a mãe que queria um par de sapatos de verdade. A mãe, uma pessoa muito simples que trabalhava de tudo quanto era jeito para dar conta de criar quatorze filhos e os netos que vieram cedo. Ao pedido do filho respondeu que pedisse ao pai - um homem bem mais velho que a mãe e com sensibilidade "zero", disse ao filho que aquilo era um luxo e não deu nenhuma importância. O menino que já trabalhava, desde os sete anos de idade, começando como ajudante de um sapateiro na colonia (lugar onde moravam pessoas em casinhas), depois na usina de açúcar, aprendera com os alemães a falar alemão, estudava por sua conta os livros que os alemães jogavam nas mãos dele. Tomou uma decisão: avisou a mãe e pegou suas poucas coisas e veio morar em São Paulo, mas exatamente em São Caetano do Sul, onde morava uma irmã casada.  Chegando na cidade, procurou um emprego em uma firma de tratores e foi estudar à noite no SENAI.
Aprendeu a falar inglês por sua conta e foi se dedicando e aprendendendo as coisas com a vida.  Esse moço, aos dezoito anos, conheceu uma moça de quinze anos que acabara de chegar também de Minas Gerais com a família.  A moça, por coincidência da vida, também pedira a seu pai um par de sapatos, pois, nunca os tinha usado por morar na roça.  Essa moça, nasceu na roça e tinha seis irmãos. O pai tomava todas e saia pela roça matando um porcos para ganhar um troco e em seguida bebia tudo que ganhava.  A mãe da moça trabalhava muito e tinha uma vaca que tinha ganhado da mãe dela.  Todos quando estavam na roça, comiam uma vez por dia - à noite - leite com farinha de milho e só. Isso aconteceu até que ela tivesse sete anos de idade. Até que os irmãos cresceram e mudaram da roça para uma cidade próxima. Na cidade ela foi entender que existia café da manhã, almoço, janta, escova de dentes, tanta novidade. Com quinze anos a família vendeu o que tinha e veio morar em São Paulo - São Caetano do Sul. A moça ouviu do pai que ela deveria procurar algum par de sapatos no lixo, lá ela encontraria algum que talvez servisse.  Ela foi procurar um trabalho e começou a trabalhar na Chocolate PAN, passando a ter seu salário, ajudar a mãe e comprar seu par de sapatos.  Interessante que se conheceram e depois de cinco anos de namoro casaram-se. O nome do moço é Paulo da Motta e da moça Maria Aparecida da Motta. Tiveram cinco filhos e eu sou a filha do meio. Sempre observei a história deles e quando eu via o filme da Cinderela, o desenho ou o livro, eu ficava pensando nessa coisa do sapato.
Fui estudar um pouco sobre o assunto.


»Uma história que anda junto da humanidade.

Segundo dizem, a história dos sapatos começou em 10.000 a.C., no final do período Paleolítico – como relatam pinturas nas paredes das cavernas.

Entre os egípcios, foram descobertas pinturas com cerca de 6 a 7 mil anos, que representavam os diversos estados do preparo do couro e dos calçados. As sandálias egípcias eram feitas de palha, papiro ou fibra de palmeira.

Na Mesopotâmia, eram comuns sapatos de  couro cru, amarrados aos pés por tiras, também, de couro cru.

Os gregos chegaram a lançar moda,  como  a  de usar modelos diferentes em cada pé.

Em Roma o calçado indicava a classe social. Cônsules usavam sapato brancos. Senadores usavam marrons. Eram presos por quatro fitas pretas de couro, atadas a dois nós. Já o calçado tradicional das legiões era a bota de cano curto, que deixava os dedos descobertos.

Na idade média, homens e mulheres usavam sapatos de couro abertos, semelhantes às sapatilhas. Eles também usavam botas altas e baixas, atadas à frente e ao lado. O material mais usado era a pele de vaca, no entanto, botas de qualidade superior eram feitas com pele de cabra.

A padronização da numeração foi de origem inglesa. A primeira referência conhecida da manufatura do calçado naquele país é de 1642, quando o exército inglês recebeu 4.000 pares de sapatos e 600 pares de  botas.

Lá pelo meio do século XIX, surgiram máquinas para auxiliar na confecção dos calçados, mas só com a máquina de costura eles ficaram mais acessíveis.

Então no século XX, mudanças começaram a acontecer com a produção, o que deixou o mundo dos calçados melhor a cada passo. Mas isso é assunto para futuros posts aqui no seu blog Queen Shoes.

Até breve.



Escrito por Vera Lúcia da Motta às 02h23
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As mãos frias e brancas me assustam

Não posso entender ou acreditar que estarão mortas

Morte e vida tem cor e temperatura

A vida e a cura são cores e calores

Então já não sei da cabeça e do coração

Ela dói e ele bate...

O que quer que seja que me mate

Está tendo altos requintes...

Dias seguintes e ainda estou fria e branca... viva

As regras todas não servem pra nada,

O que me aponta o bom é sono e som

Então durmo e ouço a canção que diz que o que dá pra rir da pra chorar...

Tantas vozes e tantos risos... hoje eu preciso viver...

Viver em gozo e em êxtase-parece que esta fase é um desafio

O zi fio me ajuda a segurar!

27.02.2010



Escrito por Vera Lúcia da Motta às 23h00
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A vida permeada de loucuras e dores

Sustos e desatinos – doenças ou coisas do destino

A palavra quer superar cicatrizes

Meninas – doces atrizes

Revelam pensamentos e diretrizes

Tantas rimas e matizes

E nem posso pintar o “bicho feio”

Como em minha mãe veio

E não há representação melhor

Boa noite amiga – vamos chorar

Boa noite amiga – vamos parar

Boa noite amiga – o amor maior

Aprendo todos os dias o significado

Que tanto você passou nos recados

Primeiro de janeiro de dois mil e dez

Hoje algo maior se fez

E fecho a década como um ano de cada vez...

Vou contar mês a mês

O que o tempo pode ensinar

O amor maior nunca vai se apagar

Enquanto suas flores me chamam a contemplar...



Escrito por Vera Lúcia da Motta às 22h58
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Algibeiras e possibilidades

Valores, pertences, documentos de identidade

Junto ao corpo – quase uma segunda pele a lembrar a primeira

 

O que se pode carregar sem que esteja nas mãos e não esteja exposto

O necessário muitas vezes fútil para os outros

É essencial segundo o critério mais íntimo

 

Na infância precisamos das algibeiras para coisas que nem sabemos

Meninos e meninas guardam coisas diferentes

Um guarda necessidades, outro lazeres

 

Homem e mulher podem inverter e um guardar lazeres onde o outro guardará utilidades

 

Esquecidas coisas nos casacos de inverno

Endereços, canetas, papel de bombom

 

Quem sabe alguma moeda, um bilhete de metrô

Uma chave que se esquece na algibeira de um casaco de inverno

Simboliza que não é usada no verão...

 

Chaves importantes são localizáveis em qualquer estação ou

Há daqueles que perdem chaves de qualquer forma

Talvez porque tenham portas abertas ...

 

 Escrevi no passado: Meu quarto não tem portas

No lugar da porta tem um vão

 

Pessoas entram e ficam o tempo suficiente

Para encontrarem as portas que levam aos seus próprios quartos

Os  quartos das pessoas têm portas e chaves

Já tive essas chaves no meu vão

 

Não posso ter portas e chaves

Sufocaria-me – fico aberta

Na impressão de não conter nem guardar nada

Os segredos todos estão nos vãos que ficam além das paredes

Sou redonda e em movimento de espiral

Sou um túnel sob a montanha

Há luz antes e depois do túnel...

 



Escrito por Vera Lúcia da Motta às 22h54
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Eu amo os atores que sabem que a única recompensa que podem ter – não é o dinheiro, não são os aplausos – é a esperança de poder rir todos os risos e poder chorar todos os prantos Plínio Marcos



Escrito por Vera Lúcia da Motta às 02h23
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Rainer Maria Rilke

 

De Cartas a um Jovem Poeta

Maio 14, 1904, Rome

Amar também é bom:
porque o amor é difícil.
O amor de duas criaturas humanas
talvez seja a tarefa mais difícil que nos foi imposta,
a maior e última prova,
a obra para a qual todas as outras são apenas uma preparação.
Por isso, pessoas jovens que ainda são estreantes em tudo,
não sabem amar: tem que aprendê-lo.
Com todo o seu ser,
com todas as suas forças concentradas em seu coração solitário,
medroso e palpitante,
devem aprender a amar.
Mas a aprendizagem é sempre uma longa clausura.
Assim, para quem ama,
o amor,
por muito tempo e pela vida afora,
é solidão,
isolamento cada vez mais intenso e profundo.
O amor, antes de tudo,
não é o que se chama entregar-se,
confundir-se, unir-se a outra pessoa.
Que sentido teria, com efeito,
a união com algo não esclarecido,
inacabado, dependente?
O amor é uma ocasião sublime para o indivíduo amadurecer,
tornar-se algo em si mesmo,
tornar-se um mundo para si,
por causa de um outro ser;
é uma grande e ilimitada exigência que se lhe faz,
uma escolha e um chamado para longe.
Do amor que lhes é dado,
os jovens deveriam servir-se unicamente como de um convite para trabalhar em si mesmos.
A fusão com outro, a entrega de si,
toda a espécie de comunhão não são para eles;
são algo de acabado para o qual,
talvez, mal chegue atualmente a vida humana.
Creio que aquele amor persiste tão forte e poderoso
em sua memória justamente por ter sido sua primeira solidão
profunda e o primeiro trabalho interior com que moldou a sua vida.

(Dia dos pais - 14 de Agosto de 2011)



Escrito por Vera Lúcia da Motta às 02h12
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Dia das mães

Escrevi certa feita que o primeiro meio ambiente da gente é a barriga da nossa mãe.

Fui parida e os meus partos me ensinaram a conter e ser contida, contar e ser contada.

Quando estamos gerando filhos a anestesia natural  nos leva ao estado de Graça...

Mãe, pelo seu estado de graça, agradeço!



Escrito por Vera Lúcia da Motta às 00h46
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